Sorry, you need to enable JavaScript to visit this website.
Partilhe Artigo
X

Menino ou menina? As descobertas

 

Estamos decididos a romper com os preconceitos. Não penso oferecer ao meu filho de um ano, apenas carros e caixas de ferramentas; não desejo que o quarto da minha filha pareça uma casa de bonecas gigante... Mas, no fim, a realidade surpreende-nos mais uma vez quando o menino pega num ramo que encontrou no chão e o usa como se fosse uma espada. Aonde é que ele foi buscar essas ideias? 

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Cenas da vida real

Acabou de chegar um menino ao jardim de infância, tem uns catorze ou quinze meses. É o dono do mundo, veste os seus primeiros jeans e nada consegue detê-lo; está a descobrir o incrível prazer de caminhar sozinho e começa a brincar com o seu brinquedo, um brinquedo que é apenas seu, um camião que, depois de ter passado por infinitas mãos, já não é mais do que uma carroçaria velha pronta para a sucata. Os martelos, chaves inglesas e outras ferramentas de brincar são as armas do menino. Aparafusa, bate, desmonta para voltar a montar o que mais tarde desmontará outra vez absorto num intenso prazer. Analogamente, o mesmo ser humano, desta vez em versão feminina, chega também ao jardim de infância, mas dirige-se a um cantinho diferente. Chama-lhe à atenção uma construção chamada a Arca de Noé, onde estão guardados todos os animais. A menina descobre com rapidez como se organiza o jogo. Coloca o leão com a leoa, o cavalo com a égua, etc.  Adicionalmente, desfaz alguns pares e põe-nos fora da arca, ao mesmo tempo que fica com o resto e toma conta deles. Hoje, escolheu uma espécie de gata grande às riscas: uma tigresa. Cuida dela, deita-a numa caminha, cobre-a com um cobertor e embala-a enquanto canta... É a eterna separação dos papéis de género nas crianças, algo que não deveria surpreender ninguém.

No entanto, chega sempre o momento em que as coisas se invertem

Quando o afamado camião fica consertado, o mecânico em miniatura decide aspirar o chão com entusiasmo. Algumas meninas têm igualmente as suas experiências no mundo do motor... Este intercâmbio de papéis é interessante porque deixa que cada criança desenvolva as suas competências tanto masculinas como femininas. Na atualidade, desenvolver as competências do outro sexo já não é suscetível de troça e é comumente aceite. Obviamente,  "tomar conta de" pode ser um gesto masculino, na medicina, por exemplo e, por outro lado, "construir algo" pode ser também uma ação que as meninas realizam normalmente.

As crianças crescem dentro da sociedade em que vivem. São o reflexo do círculo de adultos que têm à sua volta, principalmente dos mais próximos: os seus pais.

 

 

O pai-mãe

Pai e mãe misturam-se na construção da personalidade do bebé, mas dum modo provavelmente pouco evidente para nós. Segundo a psicanalista austríaca Melanie Klein, pioneira na psicanálise infantil, os bebés começam a sua vida psíquica com uma personalidade ambígua. Existem meninos e meninas, claro, mas os seus caracteres não se construem por oposição. A determinação sexual é apenas um dos aspetos que intervém na sua construção biológica, psíquica e cultural. Um bebé não se encontra exclusivamente frente ao pai, representante do masculino, ou frente à mãe, representante do feminino, senão frente a uma espécie de sujeito pai-mãe combinado, uma presença afetiva que é masculina e feminina simultaneamente, constituída pelos seus dois progenitores, e que a criança, na realidade, não é capaz de diferenciar.

Quando crescem um bocadinho, especialmente na idade do infantário, os  bebés começam a recolher informações à sua volta acerca do que é uma menina e do que é um menino. A sua imaginação alimenta-se de tudo o que vêem, e os modelos não faltam: no cinema, nos desenhos animados e nos livros. Daí surgem as convenções. Os corajosos cavaleiros que se enfrentam a dragões são os meninos, e as meninas são as belas princesas que esperam pelo seu príncipe encantado. É difícil abstrair-se dos papéis de género que adotam as crianças, principalmente porque muitas vezes os nossos filhos mostram um conformismo desalentador.

 

E os pais, o que é que preferem?

Menino ou menina? Todos os pais do mundo ficam curiosos e desejam saber o sexo do bebé. Antes, na maioria das culturas preferia-se que fosse sempre menino por várias razões socias e patrimoniais. No entanto, nas sociedades ocidentais modernas esta inclinação já não existe. Os pais preferem menino ou menina em função da própria experiência familiar, do lugar que ocupam entre os irmãos e da relação com os seus próprios progenitores. Para alguns dos futuros pais este dilema é tão importante que necessitam esclarecer o mistério com a segunda ecografia. É uma questão pessoal e não de carácter social. O sexo do filho já não é determinante na situação económica familiar mas influenciará o comportamento entre os seus membros. O pai de um menino e o pai de uma menina descobrem a paternidade de maneira muito diferente. Embora os seus bebés tenham comportamentos similares, a inversão conceptual dos pais não é igual. O mesmo acontece com as mães. Ambos começam a ver pequenos homens e pequenas mulheres nos seus bebés muito antes de que essa diferença tenha algum significado para as crianças. Vestem-nos em função dessa projeção e a moda exerce a sua influência. É fácil sucumbir em algum momento aos preconceitos acerca do masculino e o feminino. A sociedade avança, mas enquanto continuarem a existir princesas e cavaleiros, os meninos brandirão espadas e as meninas vestirão vestidos compridos e brilhantes diademas. 

Ler mais

Junte-se ao Clube Bebé Nestlé

Ser mãe pode ser um descanso. Inscreva-se no nosso clube e receba informação personalizada para si e para o seu bebé!

  • presenteOfertas Exclusivas
  • newsletterInformação Personalizada
  • amostrasAmostras
  • Programa Educativo de NutriçãoPrograma Educativo de Nutrição

Inscreva-se já!

Saiba mais sobre as suas necessidades nutricionais

Ainda não encontrou
O que procura?

Experimente a nova forma de pesquisar. Nós temos sempre ifnromação útil para si.