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A baby-sitter

 

Algumas vezes o papel dos pais pode parecer paradoxal: amá-lo e, ao mesmo tempo, ajudá-lo a ser independente. Antigamente as amas tinham uma tarefa bem definida que ajudava a resolver o paradoxo. A função das baby-sitters de hoje talvez não ajude tanto...

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Como encontrar o diamante que cuidará do seu tesouro

Fazer entrevistas, rever juntos as candidatas cada noite, consultar o caderno de anotações antes de dormir mas... por que é que todas as suas amigas parecem estar convencidas de ter encontrado uma baby-sitter maravilhosa que o seu bebé adora e vice-versa, e com quem se dão muito bem e que até cozinha que é uma delícia? Você, no entanto, sente que encontrar uma  pessoa assim é tarefa impossível. Curiosamente, aparece sempre algum detalhe que não a convence. É sempre a mesma história. As mães são  muito exigentes quando têm que deixar os seus filhos ao cuidado de alguém. Antes, com as amas, o principal era a abundância e a qualidade do seu leite materno. Agora as baby-sitters devem cumprir inúmeros requisitos para que as mamãs fiquem tranquilas.

As amas de antes: papel secundário ou protagonista?

As amas são personagens tão antigos como a própria humanidade. No terceiro milénio a.c., na civilização suméria, a esposa do rei Shulgi de Ur cantava ao seu filho esta canção de embalar: "A ama de coração alegre cantar-lhe-á canções; a ama de coração alegre " amamentá-lo-á”. No ano 1330 a.C., no Egito, o rei Tut  construiu um túmulo em honra da sua ama. As amas reais, incluídas nos haréns dos oficiais dos faraós, eram tratadas com muito respeito.  O mesmo acontecia na China, na Índia, no Japão e no Próximo Oriente.

 

 As tragédias clássicas também fazem alusão às amas. Nelas, a ama tem um papel secundário de grande prestígio. A ama, confidente do herói (já crescido), fica ao seu lado para lhe dar conselhos nos momentos cruciais da sua existência. Homero narra que Ulisses, príncipe de Ítaca, foi amamentado por criadas. Na lei islâmica, ter parentesco de leite (ser irmão ou irmã de leite) tem igual consideração que o parentesco consanguíneo ou de matrimónio.

A história das amas é principalmente a história do comércio com o leite materno, na ausência de leites infantis como os que se comercializam hoje. Em Roma, podiam contratar-se os serviços duma ama num estabelecimento denominado "lactaria". A partir da Idade Média, a elite da sociedade dispõe de amas a domicílio e, desse modo, as damas nobres podem engravidar com mais frequência (por não terem que amamentar os seus filhos). Mais tarde, esta prática estende-se às classes médias e permite que as mães trabalhem fora de casa. Como é que acontece entre os animais? As fêmeas de algumas espécies partilham o seu leite com as crias de outros indivíduos, como no caso dos ratos e os leões. Que curioso! No entanto, outras protegem com ferocidade  os seus bebés, como as fêmeas dos chimpanzés e a maioria dos símios.

 

A babysitter: o momento da primeira separação

Na atualidade, com a comercialização de leites infantis, as amas perderam a sua importância e as baby-sitters passaram a ocupar o seu lugar. Sem a sua ajuda, muitas mulheres não conseguiriam regressar ao trabalho tão cedo depois de dar à luz.

Algumas mães esperam esse momento com impaciência, desejosas de recuperar a sua vida social, os amigos, os colegas, o emprego, etc. No entanto, outras não superam o teste. Porque a primeira separação, a que precede a tantas, a primeira etapa que acaba, é verdadeiramente um teste. Não é sempre por uma questão de temor ou por medos. Há mães excessivamente zelosas que exigem a instalação de uma webcam para poder observar a babysitter. Embora este seja um caso extremo, o normal receio que uma mãe sente ao confiar o cuidado do seu bebé a outra pessoa, é muito mais subtil e irracional.


Alguns especialistas, como a psicóloga infantil Caroline Eliacheff, que trabalhou durante muitos anos num centro de acolhimento para bebés, defende que qualquer separação entre mãe e filho causa um misto de sentimentos que não é tão fácil de esclarecer. Quando uma mãe precisa de algum tipo de cuidado para o seu filho que ela não lhe pode oferecer, sente um ligeiro sentimento de culpa, como se estivesse a abandonar ao seu bebé. Mas, na verdade, confiar o seu próprio filho a outro é um ato de generosidade. É generoso pela confiança depositada numa outra pessoa alheia ao núcleo familiar. É também generoso para com o seu filho, porque ele precisa de conhecer  diferentes rostos que lhe mostrem a existência do resto do nosso mundo.

 

É preciso aprender a combater a dependência!

No caso de confiar o cuidado do seu bebé a alguém da família, a situação poderá tornar-se mais complicada. Inicialmente, esta opção oferece uma maior sensação de segurança. A sua mãe ou a sua sogra, ligadas ao seu filho por fortes vínculos afetivos, parecem mais indicadas que alguém que descobriu através de um anúncio. No entanto, estes mesmos laços afetivos podem rapidamente não se mostrar tão práticos como pareciam. É por esse motivo que as antigas amas eram úteis. Embora se criassem laços afetivos, o contrato entre as duas partes estava sempre claro. A função delas era manter a criança viva e saudável. Tomavam conta da criança no momento, delicado mas necessário, da transição  para o biberão. "Cortar o cordão umbilical" não é fácil. As mães devem cumprir o duplo papel de, por um lado, serem uma fonte de amor constante e, por outro lado, impedirem que essa fonte acabe por "afogar o bebé". As amas resolviam este paradoxo do papel materno. Não precisavam de psicologia porque apenas cumpriam com a sua tarefa. Quando chegava um novo bebé, os de três, seis ou oito meses passavam a ser considerados mais velhos e tinham que se conformar com menos leite materno, até finalmente terem que prescindir dele. Ter em conta este modo ancestral de agir, pode ensinar-nos algo importante hoje em dia, apesar de parecer muito primitivo. Nunca é cedo demais para aprender a superar a dependência. 

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