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Cara toda vermelha de fúria!

Cara toda vermelha de fúria!

 

Cada dia, tenho direito a uma fúria diferente. E, depois de algumas semanas, diz que não a tudo. Já não reconheço o meu bebé. Como gerir estas fúrias?

Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

Birras e ataques de fúria

 

As birras (ou ataques de fúria) começam normalmente por volta dos 18 meses. O mais pequeno contratempo provoca frustação e, como a criança ainda não domina a linguagem e não consegue expressar-se através do discurso, manifesta-se numa grande birra. Chorar, berrar e uivar, bem como um impressionante leque de comportamentos que normalmente acompanha estes inacreditáveis sons, deixam os pais arrepiados e desconfortáveis.

 

Embates

As birras próprias desta idade têm efeito na vida diária. A mais pequena coisa - descobrir que há couve para o jantar, mandarem-na arrumar os brinquedos ou parar de brincar com o interruptor – e já está ! A sua pequena jóia explode de fúria! A birra inclui ainda um leque de atitudes que expressa descontentamento; bater com os pés no chão, atirar-se para o chão, gritar, uivar, rasgar o papel de parede… basicamente, torna a sua vida num inferno. Pode sentir-se desconcertada com esta súbita mudança de comportamento, sobretudo quando a sua autoridade é desafiada em público, onde a gritaria chama a atenção dos outros. No entanto, tenha sempre presente que este comportamento é muito comum.

 

O que significa este comportamento do meu bebé?

Simplesmente significa que a criança está a crescer e que se está a tentar diferenciar dos pais.

Como? Dizendo-lhe o que quer e recusando-se a aceitar as regras. Isto dá, frequentemente, origem a conflitos e – através do "Não", "Tu, não", "Eu faço" – a criança controla e faz-se ouvir à sua maneira, um novo sentimento fundamental: o "Eu sou" e "Eu não sou tu". Contudo, como ainda não domina a linguagem, afirmar a sua personalidade torna-se numa luta, um teste de força.

Estar permanentemente em oposição também ilustra as primeiras frustrações da criança, e são realmente fases muito difíceis. Permaneça bem firme e não ceda aos caprichos e exigências. A frustração provocada pelos limites marcados pelos pais é muito importante para estruturar o desenvolvimento da criança. É absolutamente essencial não deixar que a sua criança se transforme num pequeno tirano e num futuro adulto com falta de confiança.

 

Permanecer em controlo

Amar tanto a sua criança, que lhe pode dizer não. Você pode ter ouvido este conselho de especialistas em crianças, mas já sentiu na pele – ou vai sentir brevemente – que é muito cansativo aderir a esta noção quando o seu pequeno diabinho está a testar a sua paciência.

A atitude mais correta é permanecer calma, moderada e atenta às necessidades da criança, mas – acima de tudo – firme. Desta forma estará a mostrar à sua criança que reconhece o direito de se expressar. Mostra que reconhece a sua fúria, mas que é você quem decide o que é melhor para a sua criança. Mais fácil dizer, do que fazer. Na realidade, depois de um dia árduo de trabalho e do trânsito insuportável no regresso a casa, a dificuldade é grande!

Aqui ficam as nossas recomendações para evitar uma luta:

  • Recusar o conflito, pois não há lugar para vencedor e vencido. Uma estratégia em que todos ficam a ganhar deve ser preferida. Quando possível, dê à criança uma opção: ou vai ao jardim ou dar um passeio.
  • Avise a criança do programa para cada dia. Diga-lhe que pode ver o final dos desenhos animados, mas que depois tem de ir dormir. É uma maneira de marcar limites dentro dos quais a sua criança tem sempre algum espaço de manobra. A sua criança vai crescer sabendo que é compreendida e que tem o seu respeito.
  • Não tente humilhar a criança ou fazê-la obedecer à força. Estas são duas reacções extremas que podem ter um efeito prejudicial na auto-estima da criança. O papel dos pais não é "domar" a criança a qualquer custo. Os pais devem ter a autoridade, mas para ser usada com sensatez de modo a encorajar a criança a desenvolver-se normalmente. É preciso encontrar um equilíbrio entre amor, estímulo, proteção e disciplina de modo a poder gerir as exigências e frustrações da criança.

Quem é que disse que ser pai e mãe era fácil ?

 

O que fazer, quando você já está a "ver vermelho"…

Se a fúria surgir, distraia a sua criança falando com ela sobre outro assunto (a avó vem cá a casa brincar esta tarde) ou sugerindo uma alternativa (já tens três bonecas, em vez de comprar uma quarta, porque não comprar um serviço de chá para as bonecas?).

Se a criança fizer uma birra, espere alguns minutos para que diminua. Outra solução eficaz é dizer à criança para ir para o quarto, onde pode deixar sair a fúria à vontade. Uma birra pode crescer ainda mais só por lhe darmos atenção. Quando a criança não tem com quem brincar, é um pouco como atirar um balde de água fria em cima da fúria. Depois pode ir ter com ela e perguntar se a fúria já passou e sugerir um jogo. É importante não ignorar totalmente a fúria, pois também se pretende que a criança perceba que tem direito a ter este tipo de sentimento e que os pais percebem que ela está descontente, mas estes nunca se devem deixar manipular. Explique que quem decide é você e explique porque é que as coisas têm de ser feitas como você quer. Educar, é uma arte…

Dar uma palmada ou não dar? Depois de ter tentado tudo e mais alguma coisa para pôr um ponto final nas birras, uma palmada no rabo é algo muito tentador. Esta reacção é, contudo, pouco apropriada (há quem diga que uma palmada ocasional é bom). A sua criança vai obedecer instantaneamente, mas no longo-prazo reacções violentas deste tipo podem prejudicar a imagem que a criança tem de si própria. A sua criança pode também passar a recorrer à violência de cada vez que tem de resolver um conflito na escola ou com irmãos. A resposta mais eficaz à birra é a conversa e a firmeza.

Depois da brirra, é essencial transmitir à criança que ainda gosta muito dela, mesmo quando está zangada com ela.

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