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Como escolher nomes para bebé

 

Escolher nomes para o bebé é toda uma aventura! É uma das grandes alegrias relacionadas com o seu nascimento que merece uma atenção e uma dedicação especiais. Contudo, encontrar o nome ideal não é uma tarefa fácil e a dificuldade aumentou desde que a ordem dos apelidos pode ser igualmente escolhida.

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Dois desafios: concordar na escolha dos nomes do bebé e que estes soem bem com o apelido


Para os que preferem não saber o sexo do bebé até ele nascer, há que dedicar à escolha do nome o dobro do tempo...
Habitualmente, têm-se preferências, inclinações e até certezas que, por vezes, desaparecem quando chega a gravidez. A dúvida invade-nos. E, além disso, será preciso chegar a um acordo, o que pode ser bastante difícil. Sempre sonhou que seria o seu "João", mas ele quer que seja o seu "António". Juntar o nome ao apelido, ouvir como soa e comprovar com deceção que ao nosso apelido não lhe assentam bem os nomes originais. Ainda bem que o apelido é herdado e nisso não intervêm as preferências pessoais... Está segura? Há já algum tempo que os progenitores podem escolher igualmente a ordem dos apelidos.

 

"Diz-me o teu nome e dir-te-ei quem és"?


Na verdade, o que é um nome? Uma simples série de letras, umas quantas sílabas que formam um conjunto sonoro, uma palavrinha que exerce a sua influência durante toda a nossa vida. É uma das primeiras palavras que a criança aprende e mais tarde escreve, muito antes de aprender a ler e escrever; uma das palavras que mais pronuncia ao longo da sua vida. Ao mesmo tempo, é um dos aspetos mais misteriosos e profundos da nossa identidade. Segundo os especialistas, um bebé de 4-5 meses é capaz de diferenciar o seu nome de outros parecidos. O nome é a primeira manifestação da nossa pertença a uma sociedade. Por esse motivo, quem se interroga da sua existência, interroga-se da influência do
nome que lhe deram. De facto, nos Estados Unidos, desde o começo do século XX, os psicólogos interessam-se seriamente pela influência que exercem os nomes e os apelidos. A este respeito, a eleição presidencial do presidente Barack Obama tornou-se muito ilustrativa, dado que durante a campanha eleitoral Obama fez constantes alusões ao seu nome, sempre traduzido como "abençoado“, porém, assinalando a sua origem árabe, swahili ou hebraica em função da plateia que tentava persuadir. O seu nome deu-lhe margem para se apresentar como uma encarnação do sonho
americano, um sonho em que "um miúdo magricelas com um nome esquisito pôde albergar a esperança de que a América tinha reservado um lugar para ele" (discurso de 27 de Julho de 2004)
 

Como escolher um nome para o meu bebé? Quem escolhe e porquê?


Os nomes para bebés são uma decisão dos pais. É a marca que precede o apelido da criança. Antigamente, os pais escolhiam um nome que tivesse a ver, mais ou menos diretamente, com algum antepassado, como um modo de continuar com a história da família, de preservar a memória de certo antepassado e transmiti-la de geração em geração.
Atualmente, a maioria dos pais não segue este costume e prefere seguir a moda ou afirmar a sua originalidade.


O nome, revelador de origens


O nome revela as origens religiosas e culturais que poderiam, por exemplo, obrigar a dar ao primogénito o nome de um profeta ou de um dos quatro evangelistas. Em algumas famílias, todas as meninas se chamam "Maria algo", enquanto que outros pais escolhem nomes mais populares, copiados de personagens de séries de televisão, desenhos animados ou romances.
Alguns pais inclinam-se por nomes para bebé mais curtos, de uma ou duas sílabas, tanto para os meninos como para as meninas. Nas meninas, os três nomes mais populares do ano 2015 foram Maria, Leonor e Matilde, e, nos meninos, João, Martim e Rodrigo*. Os nomes compostos estão bastante ultrapassados (não é fácil chamar-se, por exemplo, Filipe Roberto!).
 

Independentemente da preferência para certos nomes para bebé, será que existem "outros fatores" mais subconscientes, derivados da imaginação dos pais?

 
Neste caso, como é que age o imaginário? Aparece em afirmações do tipo "é um menino assim ou assado, como todos os Nunos!". O mito da predestinação através do nome persiste, como se ter o mesmo nome que uma cantora, atriz ou desportista, implicasse necessariamente semelhanças ou paralelismos. A escolha parece estar igualmente condicionada por uma preferência entre os dois sexos. Por que é que nos custa tanto, ou nos parece impossível, encontrar um nome de rapaz que nos agrade e nos parece tão fácil encontrar um nome de rapariga? Ou por que é que escolhemos um nome neutro para o bebé? No que respeita aos excessos de originalidade, nomes escolhidos porque agradam aos pais e porque ninguém tem esse nome, são o modo de introduzir uma diferenciação dentro de uma experiência universal. Afinal de contas, todos necessitamos de um nome.
 

Escolher nomes para o bebé: um momento muito especial


A eleição do nome do bebé é um momento excecional que nem sempre se faz nos primeiros dias após o nascimento e que faz com que o recém-nascido ingresse na sociedade transformando-se em cidadão. Em Portugal, a inscrição efetuase após o parto. Habitualmente é o pai quem vai ao Registo Civil e apresenta, cheio de emoção, o comprovativo de nascimento emitido pelo centro hospitalar ao funcionário do Registo. O mesmo não acontece noutras sociedades tradicionais, onde é comum esperar várias semanas, meses, um ano ou até mais, para registar finalmente a criança. Isto acontece, por exemplo, com os Minyanka do Mali, que festejam o rito da imposição do nome várias semanas depois do nascimento.


Apelidos do pai e apelidos da mãe

 
O uso do patronímico estendeu-se praticamente em todos os países ocidentais a partir do século XII. Desde esta época, a transmissão dos apelidos tem-se mantido: tradicionalmente, transmite-se o apelido do pai e nunca o da mãe. No entanto, há alguns anos que em Portugal já é possível transmitir à criança tanto o apelido do pai como o da mãe. A identidade já não é completamente herdada, altera-se em função dos desejos de quem a recebe, tendo em conta outros critérios sociais ou afetivos.

 


*Fonte: Jornal Público, segundo dados do Instituto dos Registos e Notariado. https://www.publico.pt/2016/01/05/sociedade/noticia/no-pais-da-maria-e-d...

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