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O que é o instinto maternal?

 

Desde sempre que existem numerosas questões acerca do instinto maternal: O que é? Existe ou não? O que é que uma mãe sente quando toma consciência de que vai ter um bebé? E se olhássemos para o assunto desde a perspetiva do recém-nascido? Porque ele não tem, em absoluto, um papel passivo nesta bela história...

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Teorias sobre o instinto maternal

Por um lado, quando se fala normalmente no instinto maternal, fala-se num instinto inevitável, um tipo de abnegação que partilham todas as fêmeas do reino animal. Por outro lado, é visto como uma construção cultural que nada tem a ver com a natureza e que não corresponde a uma conduta automática. Mas independentemente da posição, sempre que se tenta responder à pergunta "o que é o instinto maternal?" apenas se tem em conta o bebé como sujeito passivo. Longe da realidade! Desde os seus primeiros dias de vida, e até um pouco antes, o bebé põe em prática uma autêntica estratégia sedutora que funciona muito bem com a sua mãe e também com a maioria dos adultos que estão à sua volta.

Existem diversas experiências sobre este tema. Algumas foram feitas com ratos. Os resultados dizem-nos que as fêmeas que são modificadas geneticamente não se mostram interessadas nos seus filhos, no entanto, em circunstâncias naturais, são mães muito dedicadas. Então, o que é que aconteceu? Estas fêmeas foram privadas do gene fosB, que está envolvido na produção de hormonas que estimulam a reação maternal. Isto quer dizer que o instinto maternal está nos genes? Não é tão simples. O que esse gene ativa na mãe é a perceção do cheiro do ratinho bebé. De facto, nas zonas rurais é sabido que não se deve tocar num animal recém-nascido: se ficar impregnado dum cheiro alheio, a mãe pode não o reconhecer e rejeitá-lo.

Todos estes estudos apresentam uma clara conclusão: o instinto maternal existe sempre que os bebés façam o seu contributo. Para serem alimentados e acarinhados, os filhos têm que chamar a atenção da mãe de alguma maneira.

 

Tudo o que é pequeno é lindo

Os primatologistas e os sociobiólogos falam inclusivamente da "atração magnética dos bebés". Em todo o mundo, considera-se que os bebés são irresistíveis. Somos sensíveis às características da neotenia, isto é, a esses sinais que nos indicam a extrema juventude e a vulnerabilidade de um ser muito novo: grande cabeça redonda, pequeno tamanho, olhos grandes de surpresa.

 

Isto acontece com os bebés humanos, mas igualmente com o resto das crias do reino animal. Quem é que não acha completamente adorável um gatinho, um cãozinho, um urso bebé, uma cria de cordeiro ou até um filhote de leão ou tigre? Em algumas espécies de macacos, as crias nascem com uma pelagem preta, branca ou vermelha, que os diferencia facilmente dos adultos e os assinala perante o grupo como bebés. Fascinadas, as fêmeas lutam entre elas para lhes pegar ao colo, caso a mãe o permita.

 

A primeira sedução para ativar o instinto maternal: ser um bebé gordinho

Quando a mãe e o bebé tomam consciência um do outro, acontecem muitas coisas entre os dois. A mãe olha para ele muito atenta e apercebe-se de que é o recém-nascido mais engraçado que já viu. Isto parece evidente, por exemplo, ao compará-lo com o bebé arroxeado e enrugado que chora no berço da sua companheira de quarto.

Ao acordar, o bebé faz todo tipo de gestos adoráveis. Ainda que um pouco descordenado, a mãe fica maravilhada. Além disso, quando nasceu  era pesado. Sim, é curiosa a importância que se dá ao peso de um recém-nascido. É o que anunciamos imediatamente a seguir ao sexo e ao nome e estamos em pulgas para que o nosso bebé engorde. Sabia que os humanos recém-nascidos têm duas vezes mais gordura do que os macacos bebés?

Existem duas hipóteses acerca da utilidade da gordura que os bebés produzem no final da gravidez. A primeira, é que serve para alimentar o seu grande cérebro, que irá  crescer de maneira surpreendente durante os seus primeiros meses de vida. A segunda, é que ajuda a conseguir esse aspeto gordinho que a mãe adora. Na Pré-história, a seleção natural era cruel com os bebés demasiado pequenos e fracos, que tinham, assim, menos possibilidades de sobreviver. Desde então, é evidente que preferimos os bebés gordinhos. E a Natureza explora esta preferência favorecendo a acumulação de gordura subcutânea nas últimas semanas de gravidez.

É óbvio que o bebé está geneticamente "programado" para seduzir-nos, atrair-nos e ter assegurados os nossos mimos. Desde o nascimento que o bebé recebe e emite sinais e o seu cérebro permite-lhe imitar os gestos dos seus pais e interagir com eles. O recém-nascido mostra a espontânea atração pelas formas curvas e os movimentos característicos do rosto humano. Reconhece a voz e o cheiro da mãe, que descobriu dentro do útero. E a mãe, num só dia já é capaz de reconhecer o cheiro do seu bebé e, apenas em dois, consegue distinguir o seu choro dos outros recém-nascidos.

O que habitualmente se conhece como "instinto maternal", se é que existe, referir-se-ia a uma interatividade complexa e muito particular entre a mãe e o recém-nascido, um diálogo sensível de signos que ambos interpretam de maneira espontânea e inconsciente para se adaptarem um ao outro o melhor possível. Não se preocupe se nalgum momento sentir que não compreende o seu bebé. Qualquer comunicação tem as suas interferências e falhas. Pense que já está a dominar os balbucios e que, no tema "mamã", o seu bebé é um autêntico perito.

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