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Entrevista com Cristina

 

Cristina, de 32 anos, é professora e está de licença de maternidade. No momento da entrevista, o seu filho João tinha 4 anos e a sua filha Matilde tinha um ano de idade. 

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017

Cristina, a sua primeira cesariana não foi planeada. Como foi o parto?

Até àquele momento eu não tinha pensado sobre tudo isto e estava completamente convencida de que o meu filho iria nascer por parto normal. Quando ultrapassei a data e o João não nascia, pensei se poderia haver algum problema anatómico. Doze dias depois disso, decidiram induzir o parto. Tudo correu bem, mas subitamente o trabalho de parto parou e houve a necessidade de fazer uma cesariana.

 

Já tinha sido informada desta possibilidade?

O meu ginecologista tinha-me dito que um trabalho de parto induzido acaba, muitas vezes, numa cesariana. Além disso, ele disse que eu não devia pensar que uma cesariana que era inevitável era por minha culpa.

 

Como se sentiu logo após o parto?

Pelo menos, não senti que a culpa fosse minha, nem da primeira, nem da segunda criança. Apenas me senti aliviada por o meu bebé nascer saudável. A certa altura, já só nos sentimos aliviadas que a cesariana seja uma opção alternativa ao parto vaginal. Ambos os meus filhos nasceram saudáveis e a cesariana foi a decisão certa para mim, de modo que não a ponho em causa. O sentimento de ser mãe veio por ter um bebé e não pela forma como ele nasceu.

 

Então o tipo de parto não é importante para a ligação entre mãe e filho?

Não, de modo algum. Estive totalmente consciente durante a operação e ouvi a minha bebé chorar quando nasceu. Além disso, colocaram-na instantaneamente ao meu lado para podermos ter contacto corporal. Foi exatamente como um parto normal. Quando me coseram e examinaram a bebé, ela passou um pouco de tempo com o pai. Depois, veio ter comigo e tudo correu bem.

 

Houve alguma complicação depois da operação ou teve algumas queixas?

Durante uma semana, senti dores de cabeça devido à epidural. Isso é muito normal. À parte disso, não tive complicações e a cicatrização correu muito bem.

 

Provavelmente, não pôde dar de mamar devido à medicação?

As dores de cabeça começaram dois dias depois do parto. Nessa altura eu já tinha leite. Assim, quando me medicaram para a dor de cabeça, tirei leite com uma bomba durante uma semana. O meu bebé recebeu suplemento de leite infantil durante essa semana, mas depois amamentei-o normalmente.

 

A sua segunda cesariana foi por decisão sua?

Sim. Por um lado, queria evitar as complicações que tinha tido no nascimento do João. Por outro lado, queria prevenir complicações com a cicatriz antiga.

 

O seu marido também esteve envolvido na decisão desta cesariana?

A primeira cesariana não tinha sido planeada, por isso o meu marido estava comigo no momento do nascimento. A certa altura, percebemos que uma cesariana era inevitável. A única coisa que era importante para o meu marido era que o bebé fosse saudável. Ele foi comigo para o bloco e esteve sempre a meu lado. Ele experienciou o parto e diz que foi um momento muito especial para ele. Acima de tudo, por ter sido ele o primeiro a segurar no bebé. Isso teve um impacto profundo na relação dele com os nossos filhos. Eu senti isso, nos dias após o parto. Ele esteve connosco todo o tempo e mimou muito os bebés.

 

Como foram os primeiros dias em casa? Teve problemas com as cicatrizes?

Não, na realidade tudo correu muito bem. Após sete dias, fiquei muito feliz por estar de novo em casa. A amamentação também não causou qualquer problema. Dez dias depois, quase não sentia a cicatriz e já me mexia muito bem.

 

Cumpriu certas regras quando regressou a casa? Quem a aconselhou?

Por um lado, fui aconselhada pelos médicos do hospital sobre o que fazer quando regressasse a casa. A enfermeira informou-me de todas as regras importantes. No início, ela veio a nossa casa, dia sim dia não, para controlar a cicatriz. Contudo, nós também sentimos o que é possível fazer e o que não é possível fazer depois de uma operação.

 

Lembra-se das recomendações exatas da enfermeira?

Ela disse-me para não pegar em nada, a não ser no meu bebé e para evitar banhos de imersão, optando sempre por duche. Também era suposto mexer-me para evitar o risco de trombose, mas devia fazê-lo sem exageros. Quando fosse dar um passeio, também devia fazer uma pausa de vez em quando. Os exercícios pós-natais deveriam começar devagar e ser intensificados lentamente, passo-a-passo. Depois de algumas semanas eu já estava em ótima condição.

 

O que foi diferente na segunda cesariana em comparação com a primeira?

Da segunda vez, a cesariana foi planeada. A enfermeira consultou os documentos do meu primeiro parto e recomendou uma cesariana. Em geral, tem-se um sentimento completamente diferente, quando se sabe o que vai acontecer. Simplesmente sabemos: dentro de duas horas vou ter o meu bebé.

 

Então não teve medo da segunda cesariana?

Claro que tive, durante a cirurgia a nossa barriga fica aberta e eu tinha essa noção. No entanto, um parto normal também tem riscos. Para além disso, eu conhecia os médicos e sabia quem iria fazer a operação naquele dia. Senti-me em boas mãos.

 

Como foi a segunda operação?

Foi tudo extremamente calmo, sobretudo porque não estávamos dependentes dos “humores” da natureza. O anestesista até brincou e criou uma atmosfera muito confortável. Tive mesmo que rir quando um dos médicos disse: “Não! Ela é muito barulhenta, temos de voltar colocá-la lá dentro.“. A Matilde chorou mesmo muito alto quando nasceu.

 

Houve uma reunião prévia? Como foi a preparação para a cesariana?

Como iria estar no mesmo hospital onde nasceu o meu primeiro filho, falei com a médica que ajudou no nascimento do João. Tive uma conversa informativa com ela e marcámos a data. Em geral, eu sabia o que iria acontecer e não precisava de muita informação. Consequentemente, apenas lemos o consentimento informado que se tem de assinar reconhecendo os riscos inerentes à cirurgia e a médica assegurou-me que tudo iria correr bem.

 

Quer deixar algum conselho a futures mães?

Sim. Desejaria que as mães não se preocupassem tanto com as consequências do tipo de parto, com o tipo de mimos, com o aleitamento ou com a alimentação com biberão. Gostaria que as mulheres confiassem na intuição que a natureza lhes deu.

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