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Entrevista com Sara

 

Sara, 35 anos, é executiva numa empresa de informática. No momento da entrevista, a sua filha tinha 4 meses de idade.

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017

Sara, a sua filha nasceu por cesariana. Foi uma opção pessoal ou foi por indicação médica?

No meu caso foi uma cesariana por opção pessoal, mas levou algum tempo para me decidir e tomei a decisão em conjunto com o meu marido. Eu acho que o nascimento é um processo muito difícil com vários riscos e que uma cesariana reduz esses riscos.

 

Foram só as preocupações com o seu bebé ou também preocupações acerca das dores?

De forma alguma! Não sou muito sensível à dor e não tinha medo das contrações. Não são permanentes e – em caso de dúvida – pode-se sempre optar por uma epidural. Para mim, foi tudo pelo bebé. Algumas pessoas defendem que que a cesariana implica algum tipo de choque para o bebé, mas eu não posso confirmar isso. No nosso caso, tudo correu muito bem.

 

Com quem discutiu o seu desejo?

Falei com os meus amigos e a maior parte deles entendeu as minhas razões. Contudo, entre algumas mães, a reação é normalmente mais negativa. A minha família apoiou-me completamente, mas no círculo de amigos – estranhamente, sobretudo entre os homens – alguns consideraram-me um pouco “má mãe”. O meu ginecologista disse que a escolha era totalmente minha e eu gostei disso. No entanto, de uma maneira geral, as enfermeiras e médicos tendiam a dizer: “porque não tenta da maneira normal”. Mas, respeitaram a minha decisão.

 

Então não tem, nem teve, sentimentos de culpa e sustenta a sua decisão.

Tive os nove meses para tomar esta decisão e tive tempo para falar com as amigas que também escolheram cesarianas. O meu marido e eu desejámos tanto esta criança. Para nós era o maior milagre na terra e não importava como o bebé vinha ao mundo. Só queríamos que o bebé fosse saudável.

 

Como experienciou a operação?

Eu estava muito ansiosa, pois era a minha primeira operação. O médico e a enfermeira foram muito simpáticos e tentaram acalmar-me, o meu marido também lá estava. Claro que não é verdade que a cesariana não implique dor mas, felizmente, não tive quaisquer complicações.

 

O seu marido estava lá quando a vossa filha nasceu?

Havia a possibilidade de ele estar lá, mas decidimos que preferíamos que ele não assistisse. Em vez disso, a minha mãe acompanhou-me, pois ela é médica. Assim, tive um familiar presente durante a cirurgia.

 

O que aconteceu logo a seguir ao nascimento da sua filha?

Depois de ela nascer, pude dar-lhe uma breve olhadela. Contudo, depois disso, colocaram-na sobre o peito nu do meu marido, no recobro. Consequentemente, o primeiro laço que ela começou a criar foi com o meu marido. Para ele, isto foi o momento mais bonito de toda a sua vida.

 

Como se sentiu logo após a cirurgia?

Senti-me muito bem e aproveitei muito bem as primeiras horas depois do nascimento. Como a data estava marcada há muito tempo, todas as pessoas importantes na minha vida tiraram o dia para me visitar no hospital. Senti-me realmente protegida, foi muito bom ter toda a gente lá e foi tudo tão calmo.

 

A ligação à sua filha foi de algum modo prejudicada?

Oh não, nada disso! Para mim foi maravilhoso saber que ela estava nos braços do pai e eu pude mimá-la também. A forma como veio a este mundo, não teve qualquer importância.

 

Depois da cesariana, quanto tempo teve de ficar no hospital?

Fui para casa no terceiro dia depois do nascimento e, como o meu marido tinha tirado alguns dias, tratou de tudo em casa enquanto eu descansava no sofá.

 

Pôde amamentar imediatamente a sua filha ou teve de tomar medicação?

Aproximadamente 15 minutos depois de eu ser cosida colocaram-me na sala de observação onde tentei dar de mamar à minha bebé e correu lindamente. Não tivemos problemas.

 

Como experiencia a atitude pública em relação às cesarianas?

Muitas pessoas não dizem nada sobre o assunto, enquanto outras têm uma atitude negativa. A cesariana por escolha dos pais é publicamente encarada de forma negativa. Eu só queria reduzir os riscos para o bebé e ter tanto controlo quanto possível. Quando digo isto a outras pessoas, a reação é normalmente didática. Não respeitam a minha decisão, mas eu não me preocupo com isso.

 

Depois da cesariana, seguiu algumas regras? Quem a aconselhou?

Levei tudo com muita calma e tive o apoio total do meu marido. Estamos muito cansadas pois o nosso corpo tem de se “reorganizar”. Para além disso, temos dores. Nem tudo é fácil. No entanto, ao fim de duas semanas já estava mais ou menos recuperada. A enfermeira parteira tinha-me avisado para não levantar objetos pesados, não andar demais e não tomar banho de imersão.

 

Escolheria novamente uma cesariana?

Nós queremos ter mais filhos e também queremos voltar a optar por cesariana. Contudo, é suposto esperar pelo menos um ano para que o útero possa recuperar totalmente. De qualquer maneira, estamos ansiosos por um segundo bebé. Seria excelente, se tudo corresse tão bem como da primeira vez.

 

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